sexta-feira, 9 de maio de 2008

ADOLESCÊNCIA... O "OLHAR" DOS PAIS! (III)

Todos os pais sofrem por antecipação com a aproximação da adolescência dos filhos devido a tudo o que nessa idade lhes pode fazer mal: tabaco, bebida, droga, más companhias…
Eu não fugi à regra e comecei a minha “cruzada” de mãe desde o dia em que nasceram. Dediquei-lhes todo o “tempo do mundo”, acompanhei-os sempre, valorizei-os, incentivei-os, nunca os deixei ficar mal, sempre os critiquei pela positiva e procurei ter sempre programas interessantes para os fazer gostar de nos acompanharem.
Fui exigente com eles como também sou comigo, seguindo os princípios com que também eu me pautei e ainda pauto:


Boa educação
Saber estar nas situações mais diversas
Ser persistente
Tarefa começada tem de ser acabada
Ser leal
Assumir e honrar os compromissos assumidos
Estudar, pois a educação académica é fundamental
Dar liberdade “vigiada e controlada” pelos pais.


A par de tudo isto passámos horas a conversar, a discutir sobre mil coisas, sem tabus mas com respeito porque não quero nem nunca quis “misturar” papéis:


Mãe é Mãe (deve ser amiga, compincha, companheira, mas é mãe).


Filho(a) é Filho(a), está em formação, deve ter na mãe (ou nos pais) o apoio incondicional, saber que estão SEMPRE lá, mas também devem ter amigos, gente da idade deles com quem conversar, trocar ideias, falar dos namorados, ter programas, levá-los a casa para que os pais os conheçam…


É um trabalho difícil e exige um alerta constante, mas valeu a pena.
Os meus filhos passaram uma adolescência calma, com alguma agitação, o que também é saudável, e transformaram-se em dois jovens adultos formados, bem formados, prontos para entrarem no mundo do trabalho.
Eu, como mãe, sinto-me orgulhosa deles mas sei que, e ainda bem, continuarei a estar 100% disponível para eles, porque mãe é-o para toda a vida.



Conceição Coelho

6 comentários:

Émy disse...

Como me revejo de forma tão intensa neste texto! Ainda que o meu filho só agora comece a entrar na adolescência, pois tem 12 anos, sinto que estou já na fase de antecipação, aqui tão bem descrita pela Conceição.
Também sinto que a minha "cruzada" de mãe começou no 1º dia das suas vidas... e sei que irá continuar até ao fim. Que "cruzada" esta tão difícil mas tão compensadora!
Penso que este testemunho é uma partilha que me pode ajudar a compreender e a acompanhar melhor o percurso dos meus filhos.
Sempre ouvi dizer que esta seria sem dúvida a fase mais difícil na minha vida de mãe. No entanto, ao ler este texto, tudo me parece mais claro. Fiquei a perceber que a transformação nos nossos filhos, durante a complicada adolescência, em muito depende de nós, mães, da nossa compreensão... da nossa paciência... da nossa orientação, enfim do nosso amor.
À semelhança da Conceição, também quero estar sempre presente na vida dos meus filhos, ser o seu apoio, mas sem nunca esquecer que são pessoas livres nas suas opções... a mim apenas me caberá formá-los o melhor que sei para que opções que venham a tomar sejam as mais correctas para eles e para os outros.
E agora, em surdina, obrigado pelo testemunho e obrigado pelo carinho e empenho com que se entrega também aos filhos dos outros, no seu dia a dia como professora. O meu filho que o diga, que foi seu aluno.
Um beijinho especial da Emy para a Conceição!

Carla Tavares disse...

Bonito texto da Conceição e bonito comentário da Émy! Eu também gostaria de ter acompanhado melhor os meus filhos. Não tive grande sorte... Talvez deixe aqui, noutra altura, a partilha da minha experiência... não sei!

Mas parabéns à Conceição e desejo que a Émy tenha o mesmo sucesso com os seus filhos.

Amandina Santos disse...

Eu também me revi neste texto. Graças a Deus as minhas filhas não me deram trabalho mas estou a antecipar é a dos meus netos. Três. E como sou mãe 2x vamos lá ver se isto vai ser suave ou não.

Teresa disse...

Sei que a senhora fala e escreve bem o alemao, no entanto, apesar de eu escrever portugues muito mal, prefiro escrever na nossa língua para que ela nao me fuja de todo.
Li com toda a atencao o seu artigo, e cheguei à seguinte conclusao: a educacao que ambas demos aos nossos filhos é quase igual.
Mas os netos, os netos!!!
Esses sao educados de uma maneira muito diferente das nossas regras, e nao podemos fazer nada. A propósito neto, eu sou a avó do Gui - Luís Guilherme Hoffbauer Malheiro Dias -. Como professora da Língua Portuguesa, nao o deve ter em boa recordacao, porque ele é como a mae e só gosta de matemática. O meu neto mais velho, o Diogo, é que gosta de escrever como a avó. A minha nétinha Ema, que tem 15 meses, ainda nao se pode dizer nada, mas como tem muito sangue alemao, vai ser uma boa atleta.

Foi um prazer em contactar consigo, e perdoe-me estar a assassinar a Língua de Camoes.

Um grande abraco de Düsseldorf!

raul martins disse...

O Blog da Teresa Hoffbauer:

http://ematejoca.blogspot.com/

José Monteiro disse...

Lindo texto!

Zita,
Como pai dos teus filhos só posso reiterar o que escreveste. Não podia ter escolhido melhor mãe para os meus filhos. Devido às minhas ausências foste pai e mãe para eles. Todos os êxitos deles são o relexo da educação que lhes deste. Os meus parabéns!
MUITO OBRIGADO!
Um beijo!