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domingo, 29 de novembro de 2009

TEARES DA VIDA: RACISMO? NÃO!

Fica de cabelos em pé, a minha Émy, quando aos seus ouvidos chegam palavras que soam a racismo. Não se contém. Salta-lhe a "tampa", salvo seja. Tudo isto porque ontem (contaram-me no fim do jogo, pois não me apercebi de nada porque estava no “banco” com a equipa onde o meu filho joga), nas bancadas, alguém gritou “ó seu preto” a um dos nossos jogadores que é de raça negra, o Régi, como carinhosamente lhe chamamos. E lá teve, a autora de tais comentários, que suportar as garras afiadas dela. Já tinha acontecido o mesmo na semana anterior, quando no Jogo F.C. Porto – Marítimo, em seniores, uma senhora também se dirigiu de forma “racista” ao Wilson Davyes, que além do mais é nosso amigo. É preciso respeito. E sobretudo no desporto, que acreditamos ser um meio interessante de trabalhar valores e incuti-los nos miúdos: o respeito, a solidariedade, a amizade, o trabalho em equipa, a unidade…
Ressalve-se aqui, que são as únicas circunstâncias que mexem com as entranhas da minha Émy. Pode o árbitro fazer asneiras, a equipa jogar mal, o nosso filho levar “tareia” como muitas vezes acontece, pois ser pivô no andebol implica estar mais sujeito a isso, a boca da Émy não se abre. Mas tudo o que roça a racismo (ou comentários menos apropriados aos jovens jogadores)… Caldo entornado. E eu concordo com ela. Pois as pessoas valem por aquilo que são como pessoas e não pela cor da sua pele. Por isso o texto que aqui vos deixo:


Quando nasci eu era preto.
Quando cresci fiquei preto.
Quando estou doente fico preto.
Quando apanho sol fico preto.
Quando estou com frio fico preto.
Quando tenho medo fico preto.
Quando morrer ficarei preto.


Mas tu, “homem BRANCO”,
Quando nasces és cor-de-rosa,
Quando cresces ficas branco,
Quando apanhas sol ficas vermelho,
Quando sentes frio ficas roxo,
Quando sentes medo ficas verde,
Quando estás doente ficas amarelo,
E ainda tens a lata de me chamar:

"Homem de cor!"

Anónimo

quinta-feira, 10 de abril de 2008

MENINOS DE TODAS AS CORES

Com a devida vénia ao Moralitos


Era uma vez um menino branco chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia:


É bom ser branco
porque é branco o açúcar, tão doce,
porque é branco o leite, tão saboroso,
porque é branca a neve, tão linda.


Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos eram amarelos. Arranjou uma amiga chamada Flor de Lótus, que, como todos os meninos amarelos, dizia:


É bom ser amarelo
porque é amarelo o Sol
e amarelo o girassol
mais a areia da praia.


O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos. Fez-se amigo de um pequeno caçador chamado Lumumba que, como os outros meninos pretos, dizia:


É bom ser preto
como a noite
preto como as azeitonas
preto como as estradas que nos levam para toda a parte.


O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos.Escolheu para brincar aos índios um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:


É bom ser vermelho
da cor das fogueiras
da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.


O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Babá, que dizia:


É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho como um chocolate.


Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:


É bom ser branco como o açúcar
amarelo como o Sol
preto como as estradas
vermelho como as fogueiras

castanho da cor do chocolate.


Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.


Luísa Ducla Soares

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

GIRANDO O MAPA DO MUNDO

Manifestações na África do Sul contra vídeo racista

O LADO NEGRO DA EDUCAÇÃO
Quatro estudantes brancos da Universidade do Estado Livre, em Orange, fizeram um vídeo onde forçavam contínuos negros a comer uma mistura de comida de cão e urina. Filmado há mais de um ano, só apareceu esta semana. Dois dos alunos foram suspensos. Os restantes - que já não estudam na Universidade - vão ser processados