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domingo, 24 de fevereiro de 2008

QUANDO SE ANDA SEM RUMO!

Via “Tempo de Teia”, acabei de ler uma reflexão de Fernando Cortes Real da qual "roubei" o último parágrafo:


"Talvez um dia, livremente, se ensine nas escolas não só o que foram os anos negros desta longa legislatura, mas, também e sobretudo, se aprenda como ela foi democraticamente desalojada do poder, para que em política se não volte a cometer estes mesmos grosseiros erros e não se repitam estas ofensivas derivas autocráticas que à democracia fazem figas e à cidadania dizem não."


Desalojada ou comida pelo tubarão como naquela história do Cavalo Marinho? Não sabem? Eu deixo-a aqui:
Era uma vez um Cavalo Marinho que juntou sete libras de ouro e foi à aventura pelo mundo fora. Pouco depois de partir encontrou uma enguia que lhe perguntou:
- Eh! Pá! Onde vais?
- Vou em busca de aventuras – respondeu orgulhosamente o Cavalo Marinho.
Em breve encontrou uma Esponja que lhe disse:
Eh! Pá! Onde vais?
- Vou em busca de aventuras – replicou o Cavalo Marinho.
- Tens sorte – disse a Esponja – por pouco dinheiro dou-te esta mota a jacto e tu viajarás mais depressa.
O Cavalo Marinho comprou a mota com o restante dinheiro e atravessou sete mares cinco vezes mais depressa. Em breve encontrou um Tubarão que lhe disse:
- Eh! Pá! Onde vais?
- Vou em busca de aventuras – respondeu o Cavalo Marinho.
- Tens sorte, se tomares este atalho – disse o Tubarão, apontando a sua boca aberta – pouparás imenso tempo.
- Obrigadinho! – disse o Cavalo Marinho e enfiou-se rapidamente na boca do Tubarão.

Robert Mager (adaptação)

Acabou mal o Cavalinho... por sua culpa. Erros grosseiros porque se andou sem rumo. Nas palavras de Séneca: “Não há ventos favoráveis para os que não sabem para onde vão.”