sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

PARABÉNS, "PIPOCA"!


Catarina...


Com que rima Catarina?
Cabelo ao vento , belo, rebelde como crina!

Catarina, com que rima?
O teu crescimento...Bela, espraiada, florida colina!

Rima? Catarina?
Sim, coração Teu terno a bater em surdina!

Catarina? Rima ?
Claro... que a vida te seja fruto sumarento como tangerina

RimaCatarina?
Porque não há-de rimar CATARIMA!
 
(Arlindo Vieira - 06-01-2010)

domingo, 1 de janeiro de 2012

PORQUE HOJE É O DIA MUNDIAL DA PAZ!

A qualquer hora
Em qualquer lugar,
Em qualquer latitude
Há sempre uma PAZ a conquistar!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

NA "ROTA" DOS BLOGUES AMIGOS!

Ando agora pouco - já aqui o disse - pelos blogues, porque mais fascinado pelo "face", pela facilidade de comunicação. Mas isto tem o seu preço, o de perdermos belíssimos textos que vão sendo publicados por blogues de amigos, como é o caso do Existente Instante que, em vésperas de Natal, nos brindou com belíssimos postes, bem ao seu estilo, e que aqui deixo os links:


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

AS CRIANÇAS E A PAZ!


Foi ali,
Sem mais, digo-vos
- Em frente do jardim, colorido
Depois de cantar com rouca voz –
De uma criança, recebi
Um abraço e beijo comovido.

E comovido permaneci
Sorrindo, para ela, feliz:
Meu canto de aprendiz
Da paz sempre desejada
Já começou a deitar raiz
Neste início de jornada.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"Mãe" Rosinha!



Ainda ontem "arranhava" uma canção do Paco Bandeira, "... sou filho de muitas mães..." e cá em casa "debatemos" as "mães" que a "vida" me deu: Mãe Natália, que me gerou; "Mãe" Madre Monteiro, prima e madrinha do meu pai que me acompanhou desde a morte do meu pai; "Mãe" Odete, minha sogra (que me conheceu muito antes de eu conhecer e me apaixonar pela filha, a minha Émy -quase 10 anos antes, era eu uma criancinha!); "Mãe" "Jájá" (nome carinhoso com que toda a família chamava à tia Sara, irmã do meu pai); "Mãe" Julieta, prima que também me acompanhou até eu me casar e "Mãe" Rosinha, mãe do meu "IRMÃOmaisNOVO"" Diogo Castro do qual já fui falando de quando em vez por aqui.

E é da "Mãe" Rosinha que hoje vos quero falar. Recebi a notícia que faleceu ontem à noite. E a memória levou-me a regressar aos tempos em que vivi em Vila do Conde (dois anos) e onde, depois de sair de lá, ia aos fins de semana. Do "palco" do meu coração vejo-a a receber-me, quando por lá aparecia, sempre com um sorriso... os bolinhos secos que ela fazia e que eu e o Diogo devorávamos; o leite creme; o chocolate quente no inverno... os "troquinhos" que ela dava ao Diogo para irmos ao cinema... Tanta coisa para lembrar!

E do "palco" do meu coração também vejo a sua tristeza no dia em que o Bom Deus chamou a si o Diogo. Nunca mais voltou a ser quem era. Nunca mais o sorriso foi o mesmo. Nunca voltei a entrar naquela casa sem que me abraçasse e me desse um beijo e uma lágrima lhe corresse pelo rosto. Agora foi ela que partiu, 31 anos depois da partida do filho.

Hoje, do "palco" do meu coração imagino o reencontro de mãe e filho. Um reencontro no coração de Deus. Acredito!

Obrigado "Mãe" Rosinha, por teres sido uma das muitas "mães" que a vida me deu. Ainda ontem falávamos sobre isso... Coincidências! Mais uma estrela no céu a olhar por mim. Até um dia, "Mãe" Rosinha! Vamos encontrar-nos todos, algures, um dia, no coração de Deus!

P.S.: A vida deu-me muitas "mães"  porque infelizmente estive 16 anos sem a presença da minha mãe. O meu pai faleceu de acidente quando iam de Benguela para Luanda para virem para Portugal passar o Natal. Ficou traumatizada com o acidente e sempre foi adiando a vinda a Portugal. Só o fez 16 anos depois da morte do meu pai. Assim, foram todas estas "mães" o meu "amparo". História de vida!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PAUZINHOS DE MARFIM!

Via "Contadores de Histórias." Uma boa "parábola" tendo em conta  os tempos que estamos a viver.

Conto do filósofo chinês Han Fei, oito séculos antes da nossa era.

Na China antiga, um jovem príncipe resolveu mandar fazer, de um pedaço de marfim muito valioso, um par de pauzinhos. Quando isto chegou ao conhecimento do rei seu pai, que era um homem muito sensato, este foi ter com ele e explicou-lhe:

— Não deves fazer isso, porque esse luxuoso par de pauzinhos pode levar-te à perdição!

O jovem príncipe ficou confuso. Não sabia se o pai falava a sério ou se estava a brincar. Mas o pai continuou:

— Quando tiveres os teus paus de marfim, verás que não ligam com a loiça de barro que usamos à mesa. Vais precisar de copos e tigelas de jade. Ora, as tigelas de jade e os paus de marfim não admitem iguarias grosseiras. Precisarás de cauda de elefante e fígado de leopardo. E quem tiver comido cauda de elefante e fígado de leopardo não vai contentar-se com vestes de cânhamo e uma casa simples e austera.

Irás precisar de fatos de seda e palácios sumptuosos. Ora, para teres tudo isto, vais arruinar as finanças do reino e os teus desejos nunca terão fim. Depressa cairás numa vida de luxo e de despesas sem limite. A desgraça irá atingir os nossos camponeses, e o reino afundar-se-á na ruína e desolação… Porque os teus paus de marfim fazem lembrar a estreita fissura no muro de uma fortaleza, que acaba por destruir toda a construção.
O jovem príncipe esqueceu o seu capricho e mais tarde veio a ser um monarca reputado pela sua grande sensatez.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

DEUS!

Gosto das pessoas simples,
- diz Deus –
E que fazem os outros felizes!



Chegara o momento de regressarmos e descermos a montanha. O sol-pôr já começava a fazer-se anunciar. Despedimo-nos do nosso Mestre.

Tínhamos já dado os primeiros passos em direção à aldeia quando resolvi interromper a marcha. Olhei para trás e disse ao Mestre:

- Amanhã, gostava que nos falasses de Deus.

Semi-serrou os olhos, esboçou um sorrindo e com um leve abanar de cabeça disse que sim e eu retomei o caminho com Áquila. Quando chegámos à aldeia, o sol já se tinha despedido e corria uma brisa fria. Fui para casa e nela entrei ao mesmo tempo que o meu pai. Fora a primeira vez que tal acontecera. O meu pai sempre chegou mais tarde do que eu. Sentamo-nos à lareira a conversar sobre o desenrolar do dia, enquanto a minha mãe acabava o ensopado de borrego e acompanhava a nossa conversa.

Depois do jantar, e de termos rezado ao ritmo das orações simples da minha mãe, foi tempo de repousar. Antes de viajar para a terra do sono e dos sonhos, o meu pensamento levou-me momentaneamente ao Mestre e a pensar na oportunidade que teria de o ouvir falar de Deus.

No dia seguinte, talvez fruto do cansaço do dia anterior, só acordei quando senti a voz de Áquila: - São horas. Levantei-me e salpiquei o rosto com água e não fiz as minhas habituais sopas de leite. Bebi de um trago o leite e levei o pão comigo para o comer durante o caminho. Quando íamos a sair, junto à soleira da porta, estava o cão do nosso velho Mestre, o “Lembrança” – ainda não sabíamos porque tinha esse nome. Áquila e eu olhamo-nos admirados por o vermos ali. Lembrança latiu, abanou a cauda e começou a caminhar.

– Será que nos quer levar a algum lado? Questionou Áquila.

- Não faço ideia… vamos segui-lo, - respondi ao meu amigo.

Assim o fizemos. O cão levou-nos em direção ao mar. Caminhou pela areia e levou-nos até junto a um grupo de pescadores que acabavam de arrumar as redes e se preparavam para ir vender o peixe no mercado.

- Olha o cão do Mestre da montanha! - disse Petrus, um dos mais experimentados pescadores. – Que fazem vocês aqui com ele? – perguntou.

- Ele é que nos trouxe até aqui… – fui explicando - íamos ter com o Mestre e encontramos o seu cão à soleira de minha casa. Resolvemos segui-lo e aqui estamos.

- Olhem, - disse Petrus, pegando em dois Robalos e embrulhando-os num pedaço de papel – levem estes peixes para o velho Mestre. Digam-lhe que fui eu lhos mandei.

Pegámos nos peixes e, antes de seguirmos viagem, ficámos ali por alguns minutos a apreciar a imensidão do mar, o vai e vem das ondas e o seu murmúrio suave. Estava calmo naquele dia. Até “Lembrança” parecia apreciar o mar.

De repente, “Lembrança” latiu e começou a andar. Seguimos atrás dele. Levou-nos pela rua da “Esperança” que desembocava no centro da Praça. Era dia do mercado mensal na aldeia. As pessoas iam de um lado para o outro, fazendo as suas compras, regateando preços. Enquanto passávamos pelas pessoas, umas cumprimentavam-nos, outras sorriam para nós e dirigiam-nos algumas palavras e outras quase que nem se apercebiam que passávamos por elas. Fomos sempre seguindo “Lembrança” que parou junto a um homem que estava sentado a pedir esmola. Não tinha um dos braços e parecia cego de um olho. Não o que conhecia e pelo semblante do rosto e o encolher de ombros de Áquila, percebi que ele também não. Mas “Lembrança” e ele pareciam ser “velhos” amigos. O homem acariciou o dorso de “Lembrança” que agradecia com um suave abanar da cauda. Nos breves momentos em que ali estivemos, algumas pessoas cumprimentaram o homem deixando algum dinheiro numa pequena lata que ele tinha ao seu lado; outras deixaram-lhe alimentos: pão, laranjas, peixe seco, batatas… Outros passavam e nada diziam nem nada faziam. Apenas passavam. Talvez não o conhecessem, como nós não o conhecíamos. E como era possível, vivermos naquela pequena aldeia e nunca nos termos apercebido do homem? De repente, “Lembrança” saltou para cima do homem e tombou-o. O homem riu-se sem parar e pegando na cabeça de “Lembrança”, abanou-a com carinho e disse: - Juízo, “Lembrança”, porta-te bem. O que ficarão a pensar estes teus amigos? – rematou, esboçando um sorriso de felicidade, dando uma esfregadela no focinho de “Lembrança” que, rodopiando, deu umas voltas a correr à volta do homem e retomou o caminho da montanha.

Quando chegámos ao sopé da montanha, “Lembrança” levou-nos por um trilho que nos era estranho. Ainda hesitámos em segui-lo quando o trilho nos guiou por meio de uma pequena mas densa zona de arbustos, e de tal maneira cerrada que só umas réstias de sol conseguiam ali penetrar, mas achamos por bem ir com ele. Depois de algum tempo, quase a meio da montanha, encontrámos o riacho e seguimos pela sua beira até que encontramos uma ermida que não conhecíamos ainda que tivéssemos ouvido falar dela. “Lembrança” parou e latiu. De dentro dela saiu o Mestre que nos cumprimentou e sentamo-nos numa pedra enorme que se entendia ao comprido perto da ermida.

- Viemos a este lugar onde está a ermida porque vamos falar de Deus? – Perguntou Áquila.

- Também, mas não só! - disse o Mestre, esboçando um largo sorriso. – Apenas porque daqui podemos apreciar esta magnífica paisagem. Olhem, – disse, apontando para o horizonte - vejam como a paisagem se estende muito para além do que os nossos olhos podem ver, o nosso coração sentir e os nossos ouvidos escutar; assim como existem muitas formas de ver, sentir e escutar a Deus.

- A ermida é pequena mas é bonita - disse-lhe. - Esta ermida, - continuou o velho Mestre - tem mais de cinco mil anos. Já a reconstruíram várias vezes, como várias foram as formas que foi ganhando. Já aqui adoraram, reza a história, uma deusa da antiguidade, depois deuses e agora é uma ermida dedicada a São Marão que certa vez aqui apareceu, a reconstruiu e a transformou em casa de oração. Tinha fama de ser um homem austero e viveu por estas montanhas durante muito tempo.

- Mas fala-nos de Deus, como combinado. – Disse-lhe.

- Eu sobre Deus quase nada sei. Já viajei por muitas paragens por esse mundo fora e muitas coisas ouvi sobre Deus. Houve quem me fizesse eloquentes discursos sobre Deus, outros que lutavam e matavam em nome de Deus; vi multidões que se juntavam para orar ao seu Deus como vi muitos outros que se resguardavam em locais como este para permanecerem em silêncio com Deus. Com todos eles aprendi um pouco sobre Deus mas continuo a saber muito pouco sobre Ele.

- Mas diz-nos o que sabes. – Insistiu Áquila.

- Deus é imensidão. Hoje não viram vocês o mar? Abanamos a cabeça afirmando que sim. – Somos capazes – foi dizendo – de compreender a sua grandeza? Podemos banhar-nos nele, apreciar a sua beleza, retirar dele sustento, sentir o seu poder mas nunca poderemos saber tudo o que ele encerra. É infinito, aos nossos olhos, o mar. Assim também Deus.

- Por onde passaram depois de irem ao mar? – Perguntou.

- Passamos pelo mercado, - respondeu Áquila.

Começámos a perceber que o percurso que fizéramos tinha um qualquer objetivo e não tinha sido um mero acaso.

- O que sentiram? – questionou mas continuou sem nos dar oportunidade de dizermos o que sentíramos. - Certamente houve quem vos olhasse, talvez vos sorrisse, talvez vos dirigisse alguma palavra, assim como outros passaram por vocês e nada disseram. Deus é imensidão mas vive no meio das pessoas, na sua mente, no seu coração e nos seus gestos. Só que muitos andam tão agitados como as pessoas que estavam no mercado que quase não se apercebem da Sua presença. Deus está sobretudo nos simples e nos que sofrem.

- Como o homem que não tinha um braço e que parece cego de um olho? – disse-lhe.

- Sim, o meu velho amigo “Emiliano”. E viram que gestos as pessoas tiveram com ele? – questionou-nos.

- Houve quem falasse com ele; quem lhe desse algum dinheiro, assim como outros lhe deram alimentos. – Respondeu Áquila.

- E outros que não se aperceberam dele nem lhe dirigiram palavra alguma. – Acrescentei.

- Talvez porque não o conheciam. Nós também não o conhecíamos. – Concluí.

Pois, - foi dizendo o Mestre – Deus muitas vezes está no meio de nós e está ao nosso lado e não nos apercebemos. Mas não é só nas pessoas que Deus se nos pode tornar presente. Também nos momentos mais obscuros da nossa vida - pois nem tudo é como queremos - Deus está presente e é como aqueles raios de luz que não deixaram de ser fazer sentir.. E Deus também se encontra no silêncio da natureza como neste espaço em que nos encontramos.

- E o Deus é o mesmo para todos? – perguntou Áquila. - É que há tempos passou um pregador pela aldeia a dizer que vinha falar-nos de um Deus diferente daquele em que acreditávamos na aldeia.

- Abeiremo-nos do pequeno riacho, – disse. – Áquila, - continuou – vai para o outro lado. E Áquila obedeceu ainda que não entendesse bem o que o Mestre queria. E dirigindo-se para mim, disse: - Ficas deste lado, à beirinha do riacho.

- Refresquem o vosso rosto com a água do riacho e bebam um pouco de água. - Ordenou e nós obedecemos.

- Podeis refrescar-vos e beber de lados diferentes do riacho, mas a água é a mesma. Podemos pensar e sentir Deus de maneiras diferentes, mas é o mesmo Deus; o Deus que me faz feliz a mim, também vos faz feliz a vós – foi dizendo. – Assim como a chuva cai no meu terreno, também cai no terreno do meu vizinho; o sol que ilumina o meu rosto, ilumina também o vosso. Deus é comunhão, comunicação, é abertura, nós é que Lhe fechamos muitas vezes a janela para que ele possa entrar – parou para refletir um pouco e continuou:

- Acredito que haja muitos pregadores que falam de que o seu Deus é que é verdadeiro, mas o que eu sei é que ninguém é domo da verdade e ninguém sabe tudo sobre Deus. O importante é que cada um respeite o caminho que cada um faz em busca de Deus; que acredite que o caminho que faz é o que entende ser melhor, respeitando o caminho que os outros seguem e que, ainda mais importante, - disse com mais que convicção – se respeite aqueles que dizem que não acreditam em Deus e que isso é apenas uma “invenção” do homem. Esses também estão a fazer o seu “caminho”. E esses “caminhos”, dos que acreditam em Deus, os homens denominaram-nos de “religiões”. Um antigo Mestre, com quem muito aprendi e que para sempre ficou no meu coração, uma vez disse-me: “As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importa seguirmos diferentes caminhos, desde que alcancemos a mesma meta?” Isso é que é importante – concluiu.

- Venham, - disse ainda o Mestre – venham ver algo que está escrito na entrada desta ermida. E ele leu-nos com a sua voz suave e doce o que estava escrito:

Gosto da pessoas simples,
- diz Deus –
E que fazem os outros felizes!

- E, - acrescentou o Mestre – mais importante do que as palavras que vos possa dizer de Deus, são os nossos gestos que devem falar de Deus. Entremos, - continuou – e rezemos juntos ao Deus da vida, do amor e da morte. E o Mestre rezou:

“Sobre ti, meu Deus e meu Pai,
eu quase nada sei;
só sei que em ti encontro paz.

Não sei se habitas o infinito dos céus,
nas profundezas do mar
ou no mais profundo da terra;
mas sei que estás no coração de cada um de nós.
Hoje, apenas Te peço que me protejas
e protejas estes meus amigos;
que saibamos encontrar-Te pelos caminhos que percorrermos
até ao dia em que habitaremos definitivamente o teu coração.”

E depois de uns breves momentos em silêncio saímos da ermida e “Lembrança” começou a ladrar e a encostar-se a mim, batendo com as suas patas na minha sacola. Eu sorri e percebi que ele queria lembrar-me que trazia comigo os peixes que Petrus nos tinha dado. Dei os peixes ao Mestre que os preparou e os cozinhamos numas brasas que fizemos com ramos secos que estavam espalhados por ali. Saboreamos o peixe com o naco de pão que guardara do pequeno almoço. Depois, despedimo-nos do Mestre e descemos para aldeia.
Enquanto descíamos a montanha, repeti para comigo: “De Deus, mais importante do que as palavras que possamos dizer, são os nossos gestos que devem falar de Deus.”

R.M. in “Luar e o seu Tesouro.”