quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

DA ESTRATÉGIA!

“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”
(de uma canção brasileira)


Tenho estado a ler um livro de um amigo, daqueles amigos com quem temos o prazer de trabalhar (ainda que no nosso caso seja pontualmente) mas, sobretudo, de conversar sobre coisas paralelas ao nosso trabalho: a vida, a amizade, o mundo que nos rodeia, as inquietações, a família, Deus, Religião… Daqueles amigos que são amigos. Com quem o café que tomamos tem outro sabor. Não vou deter-me sobre o livro, “Balanced Scorecard, concentrar uma organização no que é essencial”, que podem ficar a conhecer aqui. Apenas quero partilhar convosco alguns parágrafos do mesmo e que dão corpo ao título deste post:

“Pensar em estratégia é pensar para lá da espuma dos dias, para lá da imensidade dos pequenos detalhes e pensar no que é realmente determinante. Pensar em estratégia é pensar em fazer as coisas certas, as coisas que têm de ser feitas (…) Representa cortar as amarras com o desconhecido (…) Sem uma estratégia, uma organização não passa de uma amálgama de indivíduos, cada um seguindo o seu caminho independente, cheios de boas intenções, decerto, mas não fazendo o que interessa para o sucesso do todo (…)
(…)
Estratégia é o caminho que uma organização decide percorrer para evoluir de onde está para onde quer estar no futuro, vai ao encontro do futuro que desenhou, que perspectivou, que quer… não espera que o futuro a surpreenda.” (p 45)
(…)
“Estratégia, além de caminho, é também forma, é também molde, porque acaba por moldar as organizações, tal como o oleiro molda o barro; serve não só para direccionar a atenção das pessoas que trabalham na organização mas também para dar razão de ser à organização, quer para os seus colaboradores, quer para quem está de fora. A estratégia molda a organização, disciplina a organização.” (p 47)
(…)
“A estratégia permite que a organização concentre os seus recursos e explore as suas oportunidades e as suas capacidades e conhecimentos ao máximo. As estratégias reflectem os resultados da aprendizagem organizacional, os padrões que se formam em torno das iniciativas que resultaram melhor. Ajudam a assegurar que são e serão aproveitadas e exploradas por inteiro.” (p 48)


Carlos Pereira da Cruz
in Balanced Scorecard, concentrar uma organização no que é essencial
Vida Económica, 2006

2 comentários:

Fernando Vasconcelos disse...

Para não dizer que não falei das flores. Geraldo Vandré, canção bem "revolucionaria" por acaso. Proibida em Portugal naqueles anos ...

Luisa moreira disse...

Olá
Fiquei curiosa...vou ler.