segunda-feira, 16 de novembro de 2009

OUTROS TEMPOS!


Já foi na semana passada que, em amena cavaqueira, a mãe de uma aluna me confidenciou que, quando andava na escola primária, a professora lhe dera umas palmadinhas e que não foram do seu agrado. Quando regressou a casa, resolveu fazer queixa à mãe. Depois de ouvir atentamente a filha, disse que nem lhe interessava se a razão estava do lado da professora ou do lado da filha, e deu-lhe mais um par de palmadinhas no rabiosque, acrescentando: - Cá em casa não se faz queixa da professora.


Escusado dizer que ficou furiosa. Uma boa mãe não deveria defender a filha!?...


Não satisfeita com a situação, deu um salto à casa da avó e toca a contar o sucedido, acreditando que ela lhe daria todas as razões e mais algumas. Saiu-lhe o tiro pela culatra: um puxão de orelhas acompanhadas pelas palavras da avó: - Para que não faças queixas da tua mãe.


E lá se ficou por casa da avó, lamentando-se de tantas injustiças, até que uma mulher que fazia por lá alguns trabalhitos, ao vê-la tão tristinha, procurou saber o que se passava. E lá lhe contou o rol das injustiças mas longe de imaginar o desfecho da conversa. Novo puxão de orelhas: – “Para que não faças queixa da tua avó.”

E hoje encontrei a filha e contei-lhe a história que a mãe me tinha contado. – E olhe que é verdade, professor! Respondeu-me ela. E porque havia eu de duvidar? Não haverá muitos que poderão dizer o mesmo ou parecido? Mas noutros tempos, claro!

5 comentários:

Nuno disse...

Eu acho que a professora fez muito bem.
Boa noite!

Tiago Silva 5ºC disse...

Eu acho que a ,a mãe,a avó e a senhora tem razão,porque as palmadinhas e os puxões de orelhas referidos no texto serviram para promover o perdão,mas também acho que a professora também tem razão,porque se deu uma palmadinha à aluna foi para ajudar a seguir um bom caminho,visto que os professores só ralham connosco se fizermos alguma coisa errada.

Raul Martins disse...

Olá Tiago,
gostei de te ver por aqui. Aparece sempre que quiseres. Um abraço.

CCz disse...

Com a minha mente tortuosa, apesar de ver um lado positivo da história, também pressinto um perigo.
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O lado positivo passa, por exemplo, pelo incutir de um sentimento de responsabilidade pessoal.
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O lado negativo poderá, no extremo, criar pessoas conformadas e demasiado respeitadoras da autoridade. E o mundo precisa de rebeldia qb
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Um abraço tribal.

Filipa 5ºd disse...

Eu acho que sobre esta história, lá por a menina se queixar á mãe, a avó e as outras pessoas nós todos devemos saber ouvir e no fim com calma dizer o que sentimos e a nossa opinião como a professora fez.