terça-feira, 8 de julho de 2008

DO ELOGIO DO REMAR!




OS DOIS REMOS


Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.


O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro agir.


Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.


Então o barqueiro disse ao viajante:- Para que o barco navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade.

Autor desconhecido

3 comentários:

Anabela Magalhães disse...

Não conhecia o texto e achei lindo.
Obrigada, Raul, pela partilha.

Fátima André disse...

Uma bela parábola de vida. É isso mesmo, unir todas as forças e remar em conjunto. Eu utilizo muito o termo COLEGIALIDADE. Acho que não vamos a lado algum de outra forma :)

Maria do Carmo Cruz disse...

Tenho o texto, precisamente com o título d "Acreditar e Agir".
Pois, não podemos esquecer do velho ditado de "Fia-te na Virgem e não corras e verás o trambolhão que apanhas"...
Amigos, amanhã, ou antes, daqui a 12 horas estarei a sobrevoar a minha cidade de Luanda, e a lembrar-me da letra de um samba antigo: "o meu coração balança, balança entre os dois como nunca se viu"...
Deus esteja connosco e nos ajude a acreditar e agir. Beijinho da Avó Pirueta