sábado, 12 de abril de 2008

AS CORES DO AMOR E DA PAZ


O sangue vermelho do homem branco
Do homem negro
Do homem amarelo
O sangue é vermelho
É um sangue só.


O leite branco da mulher branca
Da mulher negra
Da mulher amarela
O leite é branco
É um leite só.


Deus pôs dentro dos homens e mulheres de aparências diferentes
Uma humanidade só:
O mesmo anseio
A mesma fome
O mesmo sonho
O mesmo pó;


O mesmo sangue vermelho
A cor da Vida
Da cor do amor.
E mais:
O mesmo leite branco da cor da Paz



A. Jorge

sexta-feira, 11 de abril de 2008

À MODA DA ANABELA MAGALHÃES!

Para acabar com toda a "trapalhada" em que vivemos, os professores, a Anabela Magalhães, pediu aos seus farmacêuticos uma receita química simples. Eles foram unânimes na receita: "Deita-lhes Azoto Líquido!"

Vai daí, e como não é invejosa, deixa-nos uma receita simples e infalível para neutralizar a coisa instantaneamente. Sigamos com atenção as indicações da Anabela:


A maior dificuldade que eu encontro na sua execução é mesmo a da reunião das partes dispersas, porque elas são muito escorregadias e ainda por cima são mutantes mas, com trabalho, com muito trabalho, e nós estamos habituados a isso, a coisa vai.


Reúnem-se as partes dispersas da Avaliação de Desempenho de Professores e toda a balbúrdia que aí vai com decretos e diz que disse e diz que foi, e de boca é assim e no papel é assado, e faz-se um montinho. Juntam-se os elementos mais relevantes com responsabilidade em toda esta trapalhada, com cuidado para que nenhum escape, e envolve-se tudo com uma colher de pau. Junta-se azoto líquido "Et Voilá!" Tudo congeladinho. Instantaneamente!Recolhem-se as partes congeladas num saquinho, assim como se faz com as ervilhas, tendo o cuidado de fechar bem, coloca-se uma etiqueta com o aviso "produto contaminante" e envia-se para o Pólo Norte onde um professor voluntário, que posso muito bem ser eu, se encarregará de "enterrar" bem fundo no gelo toda esta miscelânea previamente congelada.


E pronto. Aquando do degelo, que se prevê venha a acontecer num tempo futuro mais ou menos longínquo, a mistura estará já inactiva e será, portanto, inofensiva.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

MENINOS DE TODAS AS CORES

Com a devida vénia ao Moralitos


Era uma vez um menino branco chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia:


É bom ser branco
porque é branco o açúcar, tão doce,
porque é branco o leite, tão saboroso,
porque é branca a neve, tão linda.


Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos eram amarelos. Arranjou uma amiga chamada Flor de Lótus, que, como todos os meninos amarelos, dizia:


É bom ser amarelo
porque é amarelo o Sol
e amarelo o girassol
mais a areia da praia.


O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos. Fez-se amigo de um pequeno caçador chamado Lumumba que, como os outros meninos pretos, dizia:


É bom ser preto
como a noite
preto como as azeitonas
preto como as estradas que nos levam para toda a parte.


O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos.Escolheu para brincar aos índios um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:


É bom ser vermelho
da cor das fogueiras
da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.


O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Babá, que dizia:


É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho como um chocolate.


Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:


É bom ser branco como o açúcar
amarelo como o Sol
preto como as estradas
vermelho como as fogueiras

castanho da cor do chocolate.


Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.


Luísa Ducla Soares

quarta-feira, 9 de abril de 2008

TEMPO DE VÉSPERA!



QUANDO A TARDE DECLINA


Senhor dos campos, das flores, dos pássaros do céu
Que não ficaram sem suas vestes nem seu alimento
Protege esta tarde os que regressam do seu trabalho
Anima o seu espírito e renova o seu alento.


O sol se despede em paz continuando o seu curso
E as trevas no entardecer sufocam o dia
Mas nosso coração não teme és caminho seguro
És Senhor, na noite silenciosa, o nosso guia.


Muitos hoje terminaram a sua caminhada
Recolhidos pela Tua mão suave, Senhor;
Encontrarão o Teu amor, a Tua paz, a Tua luz
E cantarão, agora, eternamente, em Teu louvor.


Antes de repousar venho pedir a Tua bênção;
Renovar o meu espírito na Tua graça.
Meditando no silêncio da noite o Teu perdão
Das ofensas deste dia... Sinto que sou criança.

NOTA BREVE!




Que a nossa mensagem

seja a nossa própria vida.

(Mahatma Gandhi)

terça-feira, 8 de abril de 2008

VALE SEMPRE A PENA!


- Se não houver frutos,
valeu a beleza das flores;
se não houver flores,
valeu a sombra das folhas;
se não houver folhas,
valeu a intenção da semente.
(Maurício Ceolin)

Nem que seja apenas um gesto, uma palavra, um sorriso, uns passos no caminho...
Um gesto que levanta ou orienta; uma palavra que agradece ou encanta; um sorriso que perdoa ou encoraja; uns passos, poucos ou pequenos, no caminho, no rumo certo para a paz, para a justiça, a liberdade... Tudo vale a pena!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

TEMPO DE VÉSPERAS!


Com a devida vénia ao OlhaiosLíriosdoCampo.

EU, PECADOR ME CONFESSO


Eu, pecador me confesso:
De nem sempre saber sorrir,
De nem sempre saber ouvir,
De nem sempre saber compreender e ajudar.

Eu, pecador me confesso:
Porque não tenho cantado,
Como devia, a beleza da vida,
A imensidade do amor de Deus,
O valor da fraternidade,
A importâcia da justiça e da paz.

Eu, pecador me confesso:
Porque não tenho sido esperança,
Não tenho semeado esperança
Não tenho gritado esperança.


(D. Manuel Martins)
Bispo emérito de Setúbal