sábado, 22 de março de 2008
TEMPO DE VÉSPERAS!
sexta-feira, 21 de março de 2008
A CAMINHO DA PÁSCOA (IV)
Acabadinho de chegar da Nazaré. Apenas tempo para arrumar as coisas e preparar para o descanso depois de um dia por Alcobaça e pela Batalha e já estão a ver porquê. É assim que mais facilmente ensinamos a história aos nossos filhos. Antes do merecido descanso, não resisti à tentação de visitar alguns amigos da blogosfera que por causa do esquecimento do carregador de bateria, que só resistiu parcos minutos no portátil, não os pude visitar nestes dias e comecei pelo Existente Instante - e ele encheu-me as medidas: o coração, a alma, as entranhas... Trouxe-me mais um momento de descoberta e mais uma dádiva, uma voz que eu nunca ouvira nem sabia que existia: Sister/Soeur Marie Keirouz que eu vos convido a conhecer por intermédio do E.I. num instante maravilhoso de partilha existencial.
terça-feira, 18 de março de 2008
A CAMINHO DA PÁSCOA (III)
COLÉGIO dos CARVALHOS GANHA 1º LUGAR
E MENÇÃO HONROSA
A comunidade escolar de Vila Nova de Gaia foi convidada a decorar Ovos de Páscoa gigantes, num concurso lançado pelo Pelouro da Cultura, Património e Turismo. Uma iniciativa que o nosso Colégio aderiu, decorando dois ovos: CIBER EGG, feito em Educação Tecnológica, orientados pelos professores Domingos e Nádia; e "ORGULHO DA CIDADE", pintado em Educação Visual orientados pelos professores João Mestre e Fernanda Mestre. E em boa hora o C.I.C. participou porque viu o seu esforço recompensado com a atribuição do primeiro lugar com um dos ovos e uma Menção Honrosa com o outro, o segundo lugar coube à Escola de Santa Marinha e o terceiro à Escola Secundária Joaquim Ferreira Alves, em Valadares. Estiveram a concurso 50 ovos. As obras estarão expostas, até 31 deste mês, na Casa da Cultura/Casa Barbot, após o que a colecção seguirá em itinerância por vários públicos de Gaia e da Área Metropolitana do Porto. Os ovos serão depois leiloados, cuja licitação base será de 100 euros. Registe-se que parte do produto apurado na venda será doada a uma Instituição de Solidariedade de Vila Nova de Gaia. Parabéns aos professores e a todos os alunos que participaram e colaboraram neste projecto.
1º LUGAR: ROBOT e MENÇÃO HONROSA: A MINHA CIDADE
A história do 112 que ficou reduzido a décimais
Dizer parvoíces sobre ambulâncias não é novidade para mim. De facto, a minha primeira piada, de toda a minha vida, foi sobre uma ambulância. Estava eu em casa da minha bisavó, chamou-se uma ambulância agora não me lembro porque carga de água, e na altura - vejam lá aos anos que isto foi (sinto-me acabado...) - o número de emergência era o 115. Com a demora da ambulância, saio-me eu com esta: "Fogo (na altura "fogo" estava muito na moda), mais valia termos chamado o 114".A minha mãe riu-se. O meu pai chorou de orgulho. A minha bisavó pediu-me para repetir. Ao início pensei que era por ter gostado, mas foi porque não ouviu. Seja como for, fui um sucesso. A partir daí, tomei-lhe o gosto e fiquei parvo.
Decidi agora escavar fundo na imundície dos alicerces da minha imbecilidade.
O que me fez recordar isso foi a notícia da ambulância que foi albaroada por um comboio numa passagem de nível. É catastrófico pensar que um veículo que salva vidas aos magotes pode ser também o transporte para a última viagem da vida, quando tanto quanto sei os utentes estavam a fazer fisioterapia. É como um barco salva-vidas a transformar-se em poucos segundos num navio-expresso para Aqueronte.
Agora a questão é o porquê da tomada do risco, e isto é sério, é a cidadania dos condutores que nos podem guiar à bifurcação entre a vida e a morte. A condutora era uma mulher, portanto não foi por exibicionismo. Não foi pela gravidade dos utentes, que parece que só tinham problemas nos ossos (podia fazer aqui uma piada macabra, mas hoje faço meses de namoro e devo a integridade à minha namorada). Tudo não passou de uma mera fraqueza humana de querer superar barreiras. O homem não gosta de barreiras. Detesta limites. E eu incluo-me. Quando as folhas do meu caderno têm aquelas linhas vermelhas verticais, só me apetece ultrapassá-las, nem que tenha o caderno todo disponível. Eu posso nem sequer me lembrar que tenho chocolates, mas mal a minha mãe me diz para não os comer porque já vamos jantar começo logo a roer-me todo. No fundo, este acidente não passou de mais uma tentação inata de pecar por gosto.
E quem culpamos? A falta de sinalização ou a maçã de Eva?
segunda-feira, 17 de março de 2008
DESCOBERTAS!
A segunda e a terceira descobertas aconteceram na FNAC. Uma era uma descoberta anunciada porque queria um livro da Gabriela Llansol para cumprir uma promessa deixada em comentário no Existente Instante . E não sai defraudado, bem pelo contrário, e tem razão o E.I. quando diz que a sua escrita é "hermética talvez, mas de uma musicalidade, da essência primeira da palavra, de uma riqueza de sonho e fascínio interpretativo como poucas na nossa literatura. Uma escrita (des) construtiva na medida que obriga o leitor, o "legente", a construí-la..."
Foi o que eu senti... preciso de (des)/construir a sua escrita: ontem li Gabriela e o que senti foi diferente, hoje, ao voltar a revisitar os mesmos textos e, acredito, que as mesmas palavras me trarão, amanhã, diferentes sentimentos. Uma escrita ímpar. E graças a ti, E.I., ela tem outro admirador - ainda que pobre e que precisará de a revisitar muitas vezes para conseguir entrar no magnífico trabalho da sua escrita.
E por fim a terceira descoberta: O Bando do Rei Pescador. Ao vivo na FNAC. Uma agradável surpresa. E ouvimos, eu e a Émy, enquanto as nossas crianças folheavam alguns livros sentados num banco perto de nós. Um projecto de folk country cantado em português liderado por Orlando Mesquita. Podemos ouvir poemas de Fernando Pessoa, António Aleixo, entre outros, que apreciei e que podem ouvir aqui. Recomendo "Da Saudade."