
Desejo ardentemente
que Portugal viva:
com pão,
com trabalho,
com dignidade,
com sonho,
com futuro
que Portugal viva:
com pão,
com trabalho,
com dignidade,
com sonho,
com futuro
Sou, sem querer, mais uma voz a juntar-se à de tantos e tantos portugueses que vivem mergulhados num grande desânimo quanto ao presente e num grande medo quanto ao futuro. Estes sentires vão-se manifestando um pouco por tudo quanto é sítio e será muito desejável que se lhes acuda a tempo.
Portugal anda muito mal disposto, Portugal está zangado, Portugal não pode esperar mais: os portugueses precisam de trabalho justamente remunerado, precisam de pão na sua mesa, precisam de ver respeitados os seus direitos enganados de saúde, de justiça, de educação, de segurança.
Espantam-nos, a sério, os dois mundos que se vão construindo em Portugal: o mundo lá de cima, dos ultra-ricos e ultra-remunerados, e o mundo cá de baixo, dos pobres e ultra-pobres. Até já os da faixa do meio sentem o terreno a fugir-lhes.
Tenho passado a minha vida nesta luta, quantas vezes gritando que a fome é má companhia e má conselheira.
Com todos os meus concidadãos, desejo ardentemente que Portugal viva:
com pão,
com trabalho,
com dignidade,
com sonho,
om futuro.
E continuo a acreditar firmemente que todos juntos podemos e vamos construir um Portugal assim.
D. Manuel Martins,
in Notícias Magazine
de 08/06/2008