
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
POBREZA E ABANDONO ESCOLAR

SEMANA DA LEITURA
VIA CONFAP: O Plano Nacional de Leitura (PNL) promove a Semana de Leitura, de 3 a 7 de Março, com o objectivo de criar na escola um ambiente particularmente festivo à volta dos livros que reforce a adesão dos alunos e o desejo de ler mais. domingo, 24 de fevereiro de 2008
QUANDO SE ANDA SEM RUMO!
"Talvez um dia, livremente, se ensine nas escolas não só o que foram os anos negros desta longa legislatura, mas, também e sobretudo, se aprenda como ela foi democraticamente desalojada do poder, para que em política se não volte a cometer estes mesmos grosseiros erros e não se repitam estas ofensivas derivas autocráticas que à democracia fazem figas e à cidadania dizem não."
Era uma vez um Cavalo Marinho que juntou sete libras de ouro e foi à aventura pelo mundo fora. Pouco depois de partir encontrou uma enguia que lhe perguntou:- Eh! Pá! Onde vais?
- Vou em busca de aventuras – respondeu orgulhosamente o Cavalo Marinho.
Em breve encontrou uma Esponja que lhe disse:
Eh! Pá! Onde vais?
- Vou em busca de aventuras – replicou o Cavalo Marinho.
- Tens sorte – disse a Esponja – por pouco dinheiro dou-te esta mota a jacto e tu viajarás mais depressa.
O Cavalo Marinho comprou a mota com o restante dinheiro e atravessou sete mares cinco vezes mais depressa. Em breve encontrou um Tubarão que lhe disse:
- Eh! Pá! Onde vais?
- Vou em busca de aventuras – respondeu o Cavalo Marinho.
- Tens sorte, se tomares este atalho – disse o Tubarão, apontando a sua boca aberta – pouparás imenso tempo.
- Obrigadinho! – disse o Cavalo Marinho e enfiou-se rapidamente na boca do Tubarão.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
REDESCOBRIR A ESCOLA
"Com percursos escolares e histórias familiares complicadas, os jovens permaneciam na escola mas há muito que a tinham abandonado. A escola já não lhes dizia nada. Não pegavam num livro ou num caderno. As avaliações negativas eram uma constante, reflectindo-se em repetidos insucessos de ano para ano. Este era um cenário comum para alguns adolescentes da escola EB 2,3 Josefa de Óbidos, em Óbidos, mas um curso de bombeiro veio alterar esta situação e trouxe de novo para o caminho da aprendizagem 14 jovens."
POR UM TROVADOR!

Só por instantes:
Só por instantes,
E breves,
Só por uma jornada:
-numa batalha desigual-
Continua,
Depois do descanso, a tua balada...
E contigo, vou eu, vamos nós, esses TEUS TODOS,
Com entusiasmo
Afora, sem medo, pela estrada.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
AS REGRAS DO NUNCA

As regras do Nunca de Lawson.
Na liderança e na vida lembrem-se sempre destas regras:
- Nunca diga que algo não pode ser feito (Missões Impossíveis são muito raras);
- Nunca subestime o poder do trabalho de equipa (pessoas vulgares conseguem alcançar coisas extraordinárias);
- Nunca aceite nada menos do que a excelência, especialmente de si próprio;
- Nunca fique satisfeito por mais do que um instante;
- Nunca fique satisfeito consigo mesmo (nunca se sabe tudo!);
- Nunca se afaste das decisões difíceis (as coisas apenas pioram);
- Nunca subestime a concorrência (eles também são pessoas inteligentes!);
- Nunca deixe de ouvir, questionar e inovar (há sempre uma maneira melhor);
- Nunca tenha medo de correr riscos (com excepção da saúde e questões de segurança);
- Nunca desperdice uma oportunidade para dar uma contribuição (´não achei que este fosse o meu trabalho`);
- Nunca subestime os clientes (o seu salário depende deles);
- Nunca surpreenda o seu chefe (positivamente está bem, mas negativamente, nunca!);
- Nunca deixe de aprender com os seus erros (todas as pessoas inteligentes cometem erros, estúpido é cometer o mesmo erro duas vezes);
- Nunca deixe de dar crédito àqueles que o merecem (deixe outra pessoa receber os louros também);
- Nunca se esqueça de dizer ´muito obrigado`por um trabalho feito (estas duas palavras são as menos utilizadas em qualquer língua).
E SEMPRE:
- Diga a verdade, independentemente de quão difícil possa ser;
- Cumpra sempre as suas promessas!
Retirado de Hooper, A. & Potter, J. (2007). Liderança inteligente. Criar a paixão pela mudança (p.117-118). Lisboa: Editora Actual.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
GRATIDÃO
Escreveu, ontem, Matias Alves, no seu Terrear: "E agora que o Terrear ultrapassou as 102 000 visitas, e mais de 269 000 páginas lidas talvez se justifique esta referência. E um agradecimento aos leitores."E aqui fica o texto que referi acima:
O QUE ME MOVE
Move-me o amor pelos outros. Pelas pessoas concretas. Pelas pessoas que não são meros números que agravam o défice público. Pelas pessoas que pensam e sentem. Pelas pessoas que sofrem até ao limiar da noite. Pelas pessoas que cantam por entre o imenso ruído de um falatar interminável e vazio. Pelos professores doridos, exauridos, extenuados, vergados pelo peso insuportável de uma desumanidade inqualificável. Pelos alunos inquietos, perdidos, desnorteados, parados. E também pela sua avidez, o seu brilho no olhar, o desejo de aprender, e a gratificação que mostram por alguém os escutar, lhe dar vez e voz. Para além do que diz o decretodespachoportariatelefonemade umadirecçãogeralregionalqualquer. Pelos pais ausentes, perdidos num tempo que não compreendem (os não compreende), sempre em trânsito, em perda, em dissolução.
Move-me ainda o amor pelo conhecimento, pela educação, pela escola. O conhecimento, porque nos permite sair das ciladas, das aparências do senso-comum, da cepa torta de um atraso político insustentável, da miséria dos quotidianos acéfalos, das mentiras berradas como verdades únicas e oficiais. Porque nos permite afirmar a mais-valia da razão contra a força da imposição do dogma. Porque nos permite crescer em sabedoria e sapiência se lhe juntarmos a compaixão. A educação, porque, apesar dos seus inevitáveis limites, ela é ainda o ‘fogo dos deuses’ dado aos humanos para que eles consigam ver, e caminhar e agir e libertarem-se do vício da tirania. A escola, enfim, porque é a única casa civil de humanidade que possuímos no espaço social. O último reduto de esperança para milhões de portugueses.
Move-me a sede da justiça e a busca da verdade. E por isso a denúncia das arbitrariedades, das práticas que afirmam ‘eu sou a lei’ ou ‘eu estou acima da lei’, das prepotências e das arrogâncias mais próprias das ditaduras de todas as cores e feitios. A denúncia das mentiras descaradas, das meias verdades, das encenações mediáticas, das manipulações, do favoritismo e do proselitismo, graves doenças de um tempo agónico que perdeu quase toda a ética de serviço público. Embora com ele encha a boca.
Move-me a humildade de admitir o erro, o engano. A procura insistente de não confundir os actos com o sujeito que os praticou. E é por isso que nunca critiquei pessoalmente ninguém. Nem chamei nomes feios. Nem insultei. Porque o que me interessa são as ideias, as acções e os seus efeitos na realidade. Mais uma vez, as pessoas, primeiro.
Desde sempre, sem qualquer filiação partidária, sem dono próximo ou distante, sempre procurando pensar pela própria cabeça, sempre. E por isso, difícil fazer parte de qualquer grémio, corporação, igreja, rebanho. Marginal, portanto. Onde (quase) sempre estive e onde vou sendo. Na lenta, persistente, e às vezes, difícil construção de uma vertical identidade sempre inacabada.
José Matias Alves, in "Terrear".