quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

PALAVRA A TERESA ALMEIDA



"É necessário dar aos professores voz activa nos debates educativos"


Diz Teresa Pinto de Almeida, distinguida com o Prémio de Mérito Carreira, numa entrevista a Sara Oliveira que pode ver aqui, e da qual deixo aqui um pedacinho:

"Ainda é muito cedo para avaliar se as mudanças agora introduzidas irão efectivamente contribuir para a melhoria da qualidade do sistema de ensino. Em todo o caso, estas alterações e regulamentações têm gerado alguma instabilidade e inquietação entre a classe docente. A questão não se coloca tanto na pertinência das recentes alterações no sistema de ensino, mas no facto de todo o processo ter sido conduzido sem a participação dos professores. Claro que qualquer mudança implica resistência pois significa romper com práticas e rotinas estabelecidas. Por isso mesmo, é fundamental proporcionar um debate de ideias para que os professores se sintam mobilizados em torno de um desígnio comum, que considerem válido e pertinente. Procedimentos unilaterais e imposições só contribuem para aumentar a conflitualidade e o descontentamento, pouco compatíveis com a acção educativa."

RECORDANDO AGOSTINHO DA SILVA



“...a criança vai dirigir-se à Escola, não porque tem de fazer um exame para obedecer a uma lei geral do país – escolaridade obrigatória. (...)

ela irá à escola (...) para aprender aquilo que corresponde à sua vocação íntima (...).

É por esse caminho que se vai ter que ir e toda a gente está interessada no desenvolvimento psicológico, no desenvolvimento dos homens, para eles cumprirem aquilo para que têm vocação que é serem artistas e criadores.

Agostinho da Silva

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

VIRAR DA PÁGINA?


Fidel renuncia à presidência de Cuba.

Quem sou eu para julgar um povo ou os seus governantes! Mas ficar largas dezenas de anos ao leme de uma nação pode criar vícios e constrangimentos. Não vou tecer comentários sobre Fidel Castro, apenas saúdo esta decisão que nos ajudará a começar a ver no horizonte a grande questão que nos temos colocado há muito: Como será o futuro de Cuba depois de Fidel?

É um virar da página que fará vir ao de cima muitas questões relacionadas com as políticas internas e externas de Cuba.

Há um dado impressionante: 70 por cento dos cubanos não conheceu outro líder - foram quase cinquenta anos como dirigente de Cuba. À sua farda verde como imagem de marca, podemos acrescentar os seus longos discursos de horas e horas.

Herói ou tirano? Uma pergunta que paira sobre nós.

Dum lado do prato da balança podemos colocar a campanha de alfabetização que reduziu a percentagem de analfabetos a cerca de 2%, o acesso gratuito ao ensino nos diferentes anos de escolaridade, o atendimento médico a toda a população cubana, a nacionalização de empresas estrangeiras que abalou o forte investimento norte-americano que então existia em Cuba e que apesar do bloqueio económico, como forma de pressão, que Washington impôs, Fidel nunca cedeu, conquistando a admiração de muitos ao "bater o pé" ao chamado “imperialismo americano”.

Do outro lado da balança: as acusações de violação dos direitos humanos, perseguição política dos opositores com detenções e execuções e a repressão contra a liberdade de expressão levando a que muitos procurassem outras paragens em busca de melhores condições de vida, de forma clandestina, a bordo de pequenas e frágeis embarcações - quantas imagens não temos na nossa retina dessas situações.

Virar da página? A ver vamos!
ADENDA:
21:15: Via JORNAL DE NOTICIAS: Chegar a Cuba e a Fidel num clique.
NOVA ADENDA:
As datas de Fidel: Ver aqui.

O ENIGMA DA FELICIDADE


O enigma da felicidade: Decifre-o!
Se queremos ajudar a construir a felicidade de alguém, não podemos passar a vida a dar-lhe ordens, ainda que disfarçadas de pedidos. Estimulemos antes o seu sentido de competência e de controlo sobre as coisas.

impõe-se, na nossa comunicação,

fazer crescer a apetência pelo saber,

a vontade de investigar e de criar...

cada um sentir-se útil e, por isso, melhor e mais feliz."


J. Gil da Costa

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

10 Novas Competências Para Ensinar


10 Novas Competências Para Ensinar, segundo Philippe Perrenoud:

1. Organizar e dirigir situações de aprendizagem;
2. Administrar a progressão das aprendizagens;
3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação;
4. Envolver os alunos nas suas aprendizagens e no seu trabalho;
5. Trabalhar em equipa;
6. Participar na administração da escola;
7. Informar e envolver os pais;
8. Utilizar novas tecnologias;
9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão;
10. Administrar a sua própria formação contínua.Numa síntese de Fernando Cadima, que pode ver aqui.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

"FAÇA-SE" TIMOR!


"é uma como uma criança a crescer, precisa que se lhe ensine a andar, precisa de referências"...


Os recentes ataques verificados em Timor, em que Ramos-Horta ficou gravemente ferido, voltam a trazer à mesa do debate a questão da viabilidade de Timor. Ana Gomes, eurodeputada, dá-nos um réstea de esperança: "Timor, país inviável? Portugal, no tempo do D. Afonso Henriques, aos seis anos de idade já era viável?!" , palavras deixadas a Paulo F. Silva num trabalho jornalístico que pode ver aqui.
ADENDA:
11:25: Estudantes de Timor pedem mais diálogo. Ver aqui.

KOSOVO: HORA H



"Será um dia de calma e compreensão."

Desejo, espero e rezo para que estas palavras do primeiro-ministro kosovar, Hashim Thaçi, sejam uma realidade durante o dia de hoje em que o Kosovo vai declarar de forma unilateral a sua independência em relação à Sérvia - alguns nacionalistas sérvios já se manifestaram desagradados contra esta situação.

As declarações unilaterais são sempre motivo de preocupação. Preocupação manifestada também pelo nosso Presidente da República.

Que a tolerância impere e não se estrague a festa que o povo kosovar está a preparar.
ADENDA:
17:45: "Nós nunca perdemos a fé no sonho de que um dia estaríamos ao lado das nações livres do Mundo, e hoje estamos", disse hoje o chefe do governo kosovar na sessão extraordinária no parlamento para declarar a independência do território.